Confusão na sessão da CCJ com Zeca Dirceu e Guedes

A sessão da CCJ foi encerrada após Zeca Dirceu chamar o ministro Guedes de “tchutchuca” e em resposta diz: ‘é a mãe, é a vó’

 

Aconteceu algo inesperado na sessão da CCJ!

Zeca Dirceu deputado do partido PT-PR chamou o ministro da Economia, Paulo Guedes de “tchutchuca” e “tigrão” na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que tinha como objetivo discutir a reforma da Previdência.

Dirceu disse “O senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidades. O senhor é tigrão quando é com os agricultores, os professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país”,

Imediatamente o ministrou respondeu: “eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. Tchutchuca é a

mãe, é a avó, respeita as pessoas. Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece meu respeito. ”

Felipe Francischini, presidente da comissão, pediu para que o ministro e o deputado se retratassem,

porém, de nada adiantou, a confusão estava instaurada na comissão.

Em seguida, vendo que não adiantaria continuar com a sessão, resolveu dar por encerrada.

A Confusão

Foram mais de 6 horas de debates sobre a reforma da previdência e quando começou a discussão entre

Zeca Dirceu e o Ministro, o presidente da comissão tentou acalmar os ânimos, mas não conseguiu.

O Ministro após responder ao deputado que Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó”.  Dirigiu-se até o

deputado e apontou com o dedo indicador falando “Eu respeito quem me respeita. Eu respeito quem me

respeita, e você não me respeita. Se você não me respeita, você não merece respeito”.

No meio de toda a confusão, houve outro desentendimento envolvendo a deputada Maria do Rosário e

assessora do ministro Daniella Marques.

A deputada disse aos jornalistas que tentou ter um diálogo com o ministro, porém foi impedida,

alegando ainda que “Não tenho como me lembrar agora se empurrou fisicamente ou não, mas meu papel

de parlamentar ela impediu. Isso posso dizer com toda a certeza. Porque meu papel é falar com o chefe dela e não com ela”.

A assessora do Ministro foi até a sala da Polícia Legislativa da Câmara acompanhada por policiais.

Chegando ao local, teve que assinar um termo de comparecimento na delegacia e logo em seguida, foi liberada.

Flávio Queiroz que é o diretor-substituto da Coordenação de Polícia Judiciária da Polícia Legislativa,

alegou que a assessora somente será ouvida, se houver alguma acusação formal da deputada gaúcha, aqui na delegacia e foi liberada.

Já a deputada Maria do Rosário disse que não há qualquer pretensão de realizar a queixa. 

Outros conflitos

Anteriormente, os oposicionistas e Guedes já haviam protagonizados diversos conflitos em outras oportunidades.

Inclusive, em um desses encontros, quando Guedes declarou que aqueles que não entendessem sobre a necessidade da reforma da Previdência deveriam ser internado, houve muita gritaria e reclamações.

Esse foi um dos inúmeros conflitos que já existiu durante as discussões sobre a reforma da Previdência e certamente, existirão outros.

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