Mapeamento genético contra o autismo e óleo de princípio ativo da maconha são desenvolvidos por empresas

Na Semana Internacional do Autismo, foram apresentadas tecnologias em Ribeirão Preto com a intenção de melhorar e antecipar o diagnóstico de autismo.  No Brasil, existem mais de 2 milhões de pessoas com a síndrome.

Conforme divulgado pela Organização Mundial de Saúde, mais de 2 milhões de brasileiros possuem o transtorno do espectro do autismo.

Na Semana Internacional do Autismo, foram apresentadas inovações como a aplicação controlada de medicamentos à base de canabidiol e o mapeamento genético

A organizadora do evento Carolina Felício disse que “Quando usamos a tecnologia do modo correto ganhamos um grande aliado para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo”, afirma Carolina Felício, organizadora do evento.

Mas, o que é autismo?

O autismo é considerado uma síndrome comportamental que gera déficits de cognição e interação social e de cognição.

Startup de biotecnologia

A startup de biotecnologia que foi fundada há 6 anos e que possui escritórios nos Estados Unidos e em São Paulo, estimou que já atendeu mais de duzentas famílias brasileiras.

O procedimento é realizado por meio da coleta de uma amostra de saliva e dessa forma, são extraídas as informações DNA da criança e o resultado é obtido em até noventa dias.

“O sequenciamento é feito de forma automática e são lidas as 3,2 bilhões de letras do DNA. Depois disso, entra um processo de bioinformática que compara o genoma do autista com diversos bancos de dados mundiais. O passo final consiste numa análise feita por um grupo de especialistas que contrastam os dados encontrados com as características clínicas do indivíduo”.

Com base no mapeamento, é possível dar início ao tratamento com a contraindicação e indicação corretas de medicamento.

“Algumas variantes genéticas já estão ligadas a comorbidades, como convulsões ou problemas sanguíneos. Saber disso antecipadamente permite que a família se prepare. Esse alerta pode ser o diferencial na trajetória de vida de autistas”.

É estimado a existência de 1000 genes associados ao transtorno do espectro do autismo, sendo que cinquenta são os mais frequentes, porém se sabe pouco sobre eles.

Porém, o especialista Alysson Muotr diz que as tecnologias como ferramentas de edição genética e mini cérebros funcionais ajudarão a entender melhor a função desses genes no comportamento humano.

O óleo de canabidiol

Cientificamente consagradas, as terapias para os autistas nos Brasil são fonoaudiológicas, comportamentais e ocupacionais, porém no mercado é disponibilizado um tratamento alternativo à base do óleo de canabidiol.

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A substância desse óleo de canabidioal é extraído do cânhamo e já é muito utilizada na Europa, como em Portugal, Itália, Espanha, assim como também na Argentina, México e Canadá.

Foi constatado que o tratamento realizado com essa substância melhora de forma significativa os comportamentos agressivos, a inteiração social e também a comunicação.

Além disso, até os dias atuais, não houve qualquer comunicação de efeitos colaterais altos.

“Ele é amplamente indicado. Praticamente qualquer médico, de qualquer especialidade pode prescrever para qualquer patologia refratária. Como efeito colateral temos visto, por exemplo, que alguns pacientes reportam que têm um pouco mais de sono, outros relatam na primeira semana que iniciam a medicação um pouco de náusea, mas passa logo após a primeira semana”.

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